Bem vind@s!

Aqui estou neste novo espaço, depois de algum trabalho e com a preciosa ajuda da minha amiga, Artemis.
Espero, que todos os que passaram pela minha “casa” de nascença, se sintam à vontade e conto, não vir a ter muitas reclamações.
Cumprimentos a tod@s!

Whoopi Goldberg sem preconceitos!!!

A cantora Katy Perry participou na segunda-feira, dia 28, no talk show norte-americano “The View”. Kate foi divulgar “I Kissed a Girl”, música sobre beijo lésbico que está há 5 semanas na lista dos mais vendidos.

No programa, a cantora foi questionada sobre a temática gay e lésbica de suas canções. De repente, a atriz Whoopi Goldberg aparece e dá um “selinho” em Katy – bem no estilo do que é cantado em “I Kissed a Girl” e diz: ” i like it”.

Aqui fica um excerto da conversa e o “miminho” da Whoopi.

Fonte

Coreografia (para ti)

No palco da noite bailado de corpos

Cenário de sombras

esculpidas em nu

Tu danças as mãos

inscreves contornos

na minha nudez

Eu sou dimensão

que dança em teu espaço

Não temos cansaço

Só temos volúpia

Desejo

Harmonia

Vontade de luta

Ao longo de ti descubro caminhos. Trajecto de boca

E danço contigo

E esqueço a memória

Eu sou o teu sangue

A mesma saliva

O mesmo suor

Nós somos a mesma

Mulher-Repetida.

Manuela Amaral

Associação Boliviana realiza campeonato de volei LGBT

O “Colectivo LGBT da Bolívia” e o “Comité de las Diversidades Sexuales y Genéricas de Cochabamaba” estão a organizar o Primeiro Campeonato Nacional de Voleibol LGBT, programado para ser realizado nos dias 12 e 13 de Setembro, em Cochabamba.

O objectivo do campeonato é incentivar o espírito desportivo dos grupos LGBT e também seleccionar a equipa que representará a Bolívia no I Campeonato Internacional de Voleibol do Chile, marcado para acontecer entre os dias 17 e 23 de Novembro, na capital Santiago.

A participação no campeonato Boliviano é aberta a todas as pessoas pertencentes às diversidades sexuais e de género, ou seja, a todos os homens ou mulheres homossexuais, bissexuais e transsexuais do território Boliviano, e sem limite de idade.
Até nem era mal pensado existir um evento do género por parte das Associações do nosso País, mas a modalidade teria que ser necessariamente a do vídeo. 😀

Elizabeth Berkley na 6ª temporada de "L Word"

A atriz Elizabeth Berkley foi a actriz escolhida para a sexta temporada de “L Word”.

Segundo o site OurChart.com, Berkley interpretará uma heterossexual, antiga paixão da Bette (Jennifer Beals) na adolescência. A produtora executiva da série, Ilene Chaiken, não quis dar mais detalhes sobre o elenco da próxima temporada, que é guardada a sete chaves pelos executivos do canal Showtime.

Elizabeth Berkley é conhecida do público pela sua actuação no filme “Showgirls”. Em 2007, ela participou na série “CSI: Miami”, onde viveu Julia Winston, ex-mulher de Horatio Caine (David Caruso).

Fonte

Uma declaração de amor

Minhas fantasias eróticas sempre foram temperadas por desejos inusitados que me tomam de repente tornando-se uma fixação até que consiga realizá-las.

Imaginar é para mim uma forma de concretizar o que desejo. Nelas busco inspiração para me entregar na loucura da forma que mais gosto de fazer amor. Desde que nos conhecemos, realizamos tudo que imaginamos e há muito tempo vinha fantasiando realizar mais um dos meus desejos malucos nos nossos encontros intensos.

A ideia fixa de fazer amor com ela na formalidade profissional, me enlouqueceu de excitação, e, ao vê-la séria, trabalhando, só ficava imaginando as loucuras descaradas que sempre fazemos na cama.

Naquele dia, correndo contra o relógio para chegarmos a tempo numa reunião depois do almoço, acabou não podendo passar em casa para trocar de roupa e se preparar para a palestra que teria no final da tarde. Não que estivesse menos linda e deliciosa vestindo jeans e camiseta. Mas a vontade de realizar a fantasia naquele dia em especial me fazia ficar imaginando-a vestida com a roupa que tinha separado para ir ao compromisso.

O tempo que calculamos para chegarmos foi insuficiente por causa do trânsito infernal. Almoçamos próximo ao escritório e enquanto ia à reunião ela iria ao salão em frente ao prédio que estava adiantando-se para o compromisso de mais tarde.

Não demorou muito para concluir o que tinha ido fazer e estava com uma animação pouco comum ao meu jeito de ser. Talvez fosse porque tudo tinha dado certo na reunião. Acho mesmo que toda aquela animação era por ficar maquinando o que faria para realizar a fantasia. Sentia uma excitação que mal podia conter.

Estava no salão do outro lado da rua. Vi que não tinha terminado e desci para atravessar na faixa. O trânsito estava menos intenso, mas o movimento ainda era grande. Parei na calçada esperando que os carros passassem. Estava com os pensamentos tão distantes e tão concentrados nela, que pareceu uma eternidade o tempo que o farol demorou para ficar vermelho e pudesse atravessar.

Com os cabelos lindamente escovados e um sorriso delicioso, estava sentada enquanto a manicura retirava as cutículas. Eu falava como tinha sido a reunião sem conseguir desviar a atenção das mãos dela sendo cuidadas pela profissional habilidosa. Esmalte no tom certo, unhas no tamanho exacto, o formato dos dedos… Mãos elegantes, firmes, e, ao mesmo tempo, suaves. Perfeitas! Como tudo nela para mim.

Ao terminar o ritual do escolhe-esmalte-pinta-unha e eu ter tomado dois cafés num curtíssimo espaço de tempo, ela pagou e fomos para o estacionamento pegar o carro.

Andava ao seu lado olhando-a o tempo todo. Quanto amor, quanta ternura sentia por ela naquele momento!… Não sei até hoje qual o grau de reciprocidade desses sentimentos que tenho. Mas a química que me uniu a ela foi tão perfeita, que até hoje não consigo pensar num sentimento tão intenso dado à outra mulher. Pensava nisso vendo-a dirigir no caminho para casa.

Teríamos um pouco mais de tempo e ela poderia arrumar-se tranquilamente. Ao chegarmos percebi que estava tensa ou concentrada demais. Perguntei se queria chá e respondeu que não, despindo-se no banheiro. Fui para a cozinha preparar o chá para mim enquanto conversávamos. Falamos algumas coisas e ao sair do banho fiquei encostada na porta do quarto observando-a se arrumar como não tinha tido a oportunidade de ver.

Passou creme pelo corpo, vestiu o sutiã, a calcinha, a blusa e a calça. Calçou os sapatos e maquilhou-se enquanto eu a olhava com fascinação. Para ficar ainda mais linda, ajeitou os cabelos e vestiu o terno. A boca maravilhosa, que tanto adoro, convidativa e sensual por causa do bâton, era uma tentação para um beijo roubado. O cheiro delicioso do perfume e do hidratante, o contraste da cor das roupas com a pele… Tudo perfeitamente em harmonia, aumentando o charme desconcertante que sempre me fez perder o rebolado até mesmo quando olhava para mim. Nem passou pela minha cabeça chegar perto dela naquele momento. Não queria interromper sua concentração enquanto lia mais uma vez o texto para a palestra sentada no sofá.

Fui para o quarto ver o movimento da rua pela janela, ouvindo-a ler em voz baixa. Ao terminar, levantou-se, despedindo-se de mim com um abraço, dando-me um beijo na boca quase sem encostar os lábios para não estragar a maquilhagem. Voltei para o quarto, terminando o chá, olhando o intenso vai e vem de carros lá em baixo.

Arrumei as coisas, troquei de roupa e saí para dar uma volta, espairecer um pouco e deixar que o tempo passasse. Era sempre entediante ficar sem ela ou ter que espera-la. Sair para ver o anoitecer, as pessoas bebiam e conversavam nos bares da redondeza, o cheiro de pão recém-saído do forno das padarias, o colorido das cantinas, a simpatia e a hospitalidade do tendente de uma mercearia fazendo questão de me mostrar como eram feitos os pães italianos preparados artesanalmente, o sabor do vinho seco provado de olhos fechados… Tudo fez com que o tempo sem ela passasse e eu nem percebesse a espera.

O escoar das horas foi quase imperceptível. A minha fascinação dedicada a ela todos os dias, foi completamente substituída pela beleza da igreja com suas paredes pintadas detalhadamente com passagens bíblicas e imagens de santos diversos. Tudo cuidado com muito esmero. Ouvia cada palavra dita sobre os detalhes daquela lindíssima obra de arte gigante, que uma devotada e simpática fiel esmiuçava para mim.

Contou sobre a famosa festa, sobre a dedicação do padre que idealizou e realizou a obra e que, em breve, comemorariam a canonização dele. Saí de lá com o espírito e a alma repletos pela beleza dos ritos católicos, sempre tão familiares para mim, mas que há tempo tinham sido esquecidos. Durante a missa, senti no aconchego da casa divina que a concepção da existência de Deus estava completamente alinhada com meu estado de espírito naquele momento de felicidade e paz.

Quando cheguei a casa, ela ainda não tinha chegado. Fui tomar banho para esperá-la, e, ouvindo música, repassava cada detalhe do passeio para escrever no meu diário que procurava manter actualizado mesmo quando estava com ela.

Estava terminando quando o telefone tocou. Era ela avisando que chegaria logo e se queria sair para comer. Continuei me aprontando, pensando no que faria para surpreendê-la quando chegasse. É claro que agora não deixaria de realizar a fantasia. Só não conseguia pensar em nada criativo. Acho que o excesso de ansiedade e desejo estava impedindo a minha imaginação fértil. Mas com certeza saberia o que fazer para tornar aquele momento inesquecível como todos os outros.

A campainha tocou e ao olhar pelo olho mágico a vi sorrindo. Abri a porta sorrindo também, terminando de vestir a blusa. Esperou fechar a porta para poder me beijar. Segurei a pasta e a bolsa retribuindo o beijo e ali mesmo comecei a agarrá-la, encostando-a na parede, passando a mão pelo corpo, nos seios, no sexo, arrancando nossas roupas, tudo ao mesmo tempo, numa urgência maluca e afog
ada que nem podíamos pensar direito. Retribuía à loucura me abraçando, me beijando, me tocando, no mesmo fogo, naquele desejo cada vez mais descontrolado, da explosão de prazer que sentíamos com tanta intensidade.

A calcinha, um impedimento sempre propositado, me fazia provocá-la, passando a mão por cima do púbis coberta pelo tecido macio, sentindo o sexo molhado, pulsando na pressão do meu toque, enquanto a beijava na ânsia minuciosa do nosso beijo deliciosamente imoral. A boca, o pescoço cheiroso, os seios, mordendo os mamilos arrepiados ao sentir o contacto com o calor da língua que os sugava de leve.

Sentia o corpo entorpecido pelo prazer de sentir o dela. A minha excitação trémula me fazia entregue à loucura voluptuosa da busca de saciar aquele prazer que estávamos sentindo, com a entrega absoluta de amor e sentimento que nos unia de uma maneira tão especial.

A entrega sem limites, à emoção e o prazer, tudo, que por mais que tente, por mais que procure palavras agora, não consigo nomear os sentimentos e reproduzir as sensações. Talvez seja por isso que busco incessantemente aperfeiçoar a minha maneira de contar as coisas através da escrita. É uma forma de encontrar o que falta para descrever os sentimentos que tenho por ela de forma tão especial.

Sem nos soltarmos, fomos para a cama. Deitei por cima dela tirando a calcinha, sentindo seu sexo molhado ao tocá-la e penetrá-la com carinho. Beijávamos-nos o tempo todo. Nossas línguas confusas no despudor ofegante roçavam os lábios, enquanto ela sussurrava baixinho, pedindo para gozar, espelhando no seu olhar o prazer que sentíamos. Desci a língua pelo corpo, chupando de leve cada parte, descendo pela barriga até chegar ao clitóris separando-o com suavidade e tocando profundamente onde sentia mais prazer. O calor suave, o gosto, a textura… Erguia os quadris para que naquela ida e vinda sentisse a penetração da língua que a masturbava enquanto me tocava para ela.

Senti-la e vê-la gozando na pureza dos nossos sentimentos à flor da pele, do prazer absoluto, me fez gozar também ao continuar me tocando enquanto ela me observava, tocando meu sexo junto comigo.

Com o corpo encaixado no meu, me olhava nos olhos, sorrindo ao me ver quase desfalecer por causa do prazer que sentia. Acalmava o tremor do meu corpo, abraçada comigo, depois que deixamos o desejo e o tesão fluírem com tanta intensidade. Fiquei sentindo nossa respiração ficando mais calma, respirando o delicioso cheiro dos cabelos e o calor da nuca, sentindo a maciez e a suavidade do beijo, num misto de ternura e continuação do desejo que entre nós nunca acaba.

Sentia o suave pulsar do sexo e a humidade sensual, ainda com o seu gosto em minha boca e seu cheiro completamente confuso no meu. O toque das mãos, a sensação de sentir a sua pele na minha, de tê-la encostada em mim, era como sentir o toque subtil de uma seda macia. Indescritível a sensação de tudo isso nesse turbilhão de emoções que tenho por amá-la ou simplesmente por tê-la em minha vida.

Sinto tudo indefinidamente em detalhes ao fazê-la minha em minhas lembranças, emoções e sentimentos no amor surgido na loucura dos desejos, na pureza e no desvario da nossa imoralidade ingénua, descompensada agora pela necessidade da distância que o destino trouxe na medida incerta para os nossos sentimentos mais sinceros.

Guardo comigo essas lembranças na eternidade dos meus sentimentos como guardo a um tesouro de valor incalculável e jamais esquecido porque simplesmente não quero que seja. É que o amor, nos seus caprichos diversos, se for apenas guardado como um sentimento qualquer acaba perdendo a sua essência.

Não quero esquecer que a amo. Mesmo que para amá-la seja em minha solidão.

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por estrelaminha Publicado em contos