Momento “Coltural” I – Contos da Diferença

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Malta do Porto com interesse em adquirir este livro, já está à venda na Gato Vadio, Rua do Rosário, 281.

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Tangas Lésbicas além Fronteiras

Tangas Lésbicas  – Blog português lança coletânea de contos lésbicos

Para comemorar a data em grande estilo, o blog português Tangas Lésbicas, que completa quatro anos de existência, lança a primeira edição do livro “Contos da Diferença”, uma colectânea de contos lésbicos para a qual contribuíram treze escritoras que aceitaram o desafio de um Concurso de Contos lançado no blog.

São dezassete histórias de amor e desamor que nos revelam um pouco do universo dos afectos das mulheres que gostam de mulheres.

As autoras, todas portuguesas, são Alexandra Costa, Ana Rita, Beatriz d´Orsay, Dulce Rodrigues, Duna, Gertrudes Santos, Loveboat, Margarida, M., Maria Lourenço, Maria Oliveira, Via, Virginia Megas e Tangas/Yrleathergrl.

A “I Colectânea de Contos do Tangas Lésbicas” é um conjunto de histórias simples que tem a virtude de levantar uma pequena ponta do véu sobre o quotidiano das lésbicas portuguesas.

O livro, que pode ser adquirido em papel ou e-book, teve a capa desenvolvida pelo artista Rui Soares Esteves.

Para comprar o exemplar,: www.lulu.com/content/4415513 ou http://stores.lulu.com/rumoresdenuvens.

In Dykerama

Uma declaração de amor

Minhas fantasias eróticas sempre foram temperadas por desejos inusitados que me tomam de repente tornando-se uma fixação até que consiga realizá-las.

Imaginar é para mim uma forma de concretizar o que desejo. Nelas busco inspiração para me entregar na loucura da forma que mais gosto de fazer amor. Desde que nos conhecemos, realizamos tudo que imaginamos e há muito tempo vinha fantasiando realizar mais um dos meus desejos malucos nos nossos encontros intensos.

A ideia fixa de fazer amor com ela na formalidade profissional, me enlouqueceu de excitação, e, ao vê-la séria, trabalhando, só ficava imaginando as loucuras descaradas que sempre fazemos na cama.

Naquele dia, correndo contra o relógio para chegarmos a tempo numa reunião depois do almoço, acabou não podendo passar em casa para trocar de roupa e se preparar para a palestra que teria no final da tarde. Não que estivesse menos linda e deliciosa vestindo jeans e camiseta. Mas a vontade de realizar a fantasia naquele dia em especial me fazia ficar imaginando-a vestida com a roupa que tinha separado para ir ao compromisso.

O tempo que calculamos para chegarmos foi insuficiente por causa do trânsito infernal. Almoçamos próximo ao escritório e enquanto ia à reunião ela iria ao salão em frente ao prédio que estava adiantando-se para o compromisso de mais tarde.

Não demorou muito para concluir o que tinha ido fazer e estava com uma animação pouco comum ao meu jeito de ser. Talvez fosse porque tudo tinha dado certo na reunião. Acho mesmo que toda aquela animação era por ficar maquinando o que faria para realizar a fantasia. Sentia uma excitação que mal podia conter.

Estava no salão do outro lado da rua. Vi que não tinha terminado e desci para atravessar na faixa. O trânsito estava menos intenso, mas o movimento ainda era grande. Parei na calçada esperando que os carros passassem. Estava com os pensamentos tão distantes e tão concentrados nela, que pareceu uma eternidade o tempo que o farol demorou para ficar vermelho e pudesse atravessar.

Com os cabelos lindamente escovados e um sorriso delicioso, estava sentada enquanto a manicura retirava as cutículas. Eu falava como tinha sido a reunião sem conseguir desviar a atenção das mãos dela sendo cuidadas pela profissional habilidosa. Esmalte no tom certo, unhas no tamanho exacto, o formato dos dedos… Mãos elegantes, firmes, e, ao mesmo tempo, suaves. Perfeitas! Como tudo nela para mim.

Ao terminar o ritual do escolhe-esmalte-pinta-unha e eu ter tomado dois cafés num curtíssimo espaço de tempo, ela pagou e fomos para o estacionamento pegar o carro.

Andava ao seu lado olhando-a o tempo todo. Quanto amor, quanta ternura sentia por ela naquele momento!… Não sei até hoje qual o grau de reciprocidade desses sentimentos que tenho. Mas a química que me uniu a ela foi tão perfeita, que até hoje não consigo pensar num sentimento tão intenso dado à outra mulher. Pensava nisso vendo-a dirigir no caminho para casa.

Teríamos um pouco mais de tempo e ela poderia arrumar-se tranquilamente. Ao chegarmos percebi que estava tensa ou concentrada demais. Perguntei se queria chá e respondeu que não, despindo-se no banheiro. Fui para a cozinha preparar o chá para mim enquanto conversávamos. Falamos algumas coisas e ao sair do banho fiquei encostada na porta do quarto observando-a se arrumar como não tinha tido a oportunidade de ver.

Passou creme pelo corpo, vestiu o sutiã, a calcinha, a blusa e a calça. Calçou os sapatos e maquilhou-se enquanto eu a olhava com fascinação. Para ficar ainda mais linda, ajeitou os cabelos e vestiu o terno. A boca maravilhosa, que tanto adoro, convidativa e sensual por causa do bâton, era uma tentação para um beijo roubado. O cheiro delicioso do perfume e do hidratante, o contraste da cor das roupas com a pele… Tudo perfeitamente em harmonia, aumentando o charme desconcertante que sempre me fez perder o rebolado até mesmo quando olhava para mim. Nem passou pela minha cabeça chegar perto dela naquele momento. Não queria interromper sua concentração enquanto lia mais uma vez o texto para a palestra sentada no sofá.

Fui para o quarto ver o movimento da rua pela janela, ouvindo-a ler em voz baixa. Ao terminar, levantou-se, despedindo-se de mim com um abraço, dando-me um beijo na boca quase sem encostar os lábios para não estragar a maquilhagem. Voltei para o quarto, terminando o chá, olhando o intenso vai e vem de carros lá em baixo.

Arrumei as coisas, troquei de roupa e saí para dar uma volta, espairecer um pouco e deixar que o tempo passasse. Era sempre entediante ficar sem ela ou ter que espera-la. Sair para ver o anoitecer, as pessoas bebiam e conversavam nos bares da redondeza, o cheiro de pão recém-saído do forno das padarias, o colorido das cantinas, a simpatia e a hospitalidade do tendente de uma mercearia fazendo questão de me mostrar como eram feitos os pães italianos preparados artesanalmente, o sabor do vinho seco provado de olhos fechados… Tudo fez com que o tempo sem ela passasse e eu nem percebesse a espera.

O escoar das horas foi quase imperceptível. A minha fascinação dedicada a ela todos os dias, foi completamente substituída pela beleza da igreja com suas paredes pintadas detalhadamente com passagens bíblicas e imagens de santos diversos. Tudo cuidado com muito esmero. Ouvia cada palavra dita sobre os detalhes daquela lindíssima obra de arte gigante, que uma devotada e simpática fiel esmiuçava para mim.

Contou sobre a famosa festa, sobre a dedicação do padre que idealizou e realizou a obra e que, em breve, comemorariam a canonização dele. Saí de lá com o espírito e a alma repletos pela beleza dos ritos católicos, sempre tão familiares para mim, mas que há tempo tinham sido esquecidos. Durante a missa, senti no aconchego da casa divina que a concepção da existência de Deus estava completamente alinhada com meu estado de espírito naquele momento de felicidade e paz.

Quando cheguei a casa, ela ainda não tinha chegado. Fui tomar banho para esperá-la, e, ouvindo música, repassava cada detalhe do passeio para escrever no meu diário que procurava manter actualizado mesmo quando estava com ela.

Estava terminando quando o telefone tocou. Era ela avisando que chegaria logo e se queria sair para comer. Continuei me aprontando, pensando no que faria para surpreendê-la quando chegasse. É claro que agora não deixaria de realizar a fantasia. Só não conseguia pensar em nada criativo. Acho que o excesso de ansiedade e desejo estava impedindo a minha imaginação fértil. Mas com certeza saberia o que fazer para tornar aquele momento inesquecível como todos os outros.

A campainha tocou e ao olhar pelo olho mágico a vi sorrindo. Abri a porta sorrindo também, terminando de vestir a blusa. Esperou fechar a porta para poder me beijar. Segurei a pasta e a bolsa retribuindo o beijo e ali mesmo comecei a agarrá-la, encostando-a na parede, passando a mão pelo corpo, nos seios, no sexo, arrancando nossas roupas, tudo ao mesmo tempo, numa urgência maluca e afog
ada que nem podíamos pensar direito. Retribuía à loucura me abraçando, me beijando, me tocando, no mesmo fogo, naquele desejo cada vez mais descontrolado, da explosão de prazer que sentíamos com tanta intensidade.

A calcinha, um impedimento sempre propositado, me fazia provocá-la, passando a mão por cima do púbis coberta pelo tecido macio, sentindo o sexo molhado, pulsando na pressão do meu toque, enquanto a beijava na ânsia minuciosa do nosso beijo deliciosamente imoral. A boca, o pescoço cheiroso, os seios, mordendo os mamilos arrepiados ao sentir o contacto com o calor da língua que os sugava de leve.

Sentia o corpo entorpecido pelo prazer de sentir o dela. A minha excitação trémula me fazia entregue à loucura voluptuosa da busca de saciar aquele prazer que estávamos sentindo, com a entrega absoluta de amor e sentimento que nos unia de uma maneira tão especial.

A entrega sem limites, à emoção e o prazer, tudo, que por mais que tente, por mais que procure palavras agora, não consigo nomear os sentimentos e reproduzir as sensações. Talvez seja por isso que busco incessantemente aperfeiçoar a minha maneira de contar as coisas através da escrita. É uma forma de encontrar o que falta para descrever os sentimentos que tenho por ela de forma tão especial.

Sem nos soltarmos, fomos para a cama. Deitei por cima dela tirando a calcinha, sentindo seu sexo molhado ao tocá-la e penetrá-la com carinho. Beijávamos-nos o tempo todo. Nossas línguas confusas no despudor ofegante roçavam os lábios, enquanto ela sussurrava baixinho, pedindo para gozar, espelhando no seu olhar o prazer que sentíamos. Desci a língua pelo corpo, chupando de leve cada parte, descendo pela barriga até chegar ao clitóris separando-o com suavidade e tocando profundamente onde sentia mais prazer. O calor suave, o gosto, a textura… Erguia os quadris para que naquela ida e vinda sentisse a penetração da língua que a masturbava enquanto me tocava para ela.

Senti-la e vê-la gozando na pureza dos nossos sentimentos à flor da pele, do prazer absoluto, me fez gozar também ao continuar me tocando enquanto ela me observava, tocando meu sexo junto comigo.

Com o corpo encaixado no meu, me olhava nos olhos, sorrindo ao me ver quase desfalecer por causa do prazer que sentia. Acalmava o tremor do meu corpo, abraçada comigo, depois que deixamos o desejo e o tesão fluírem com tanta intensidade. Fiquei sentindo nossa respiração ficando mais calma, respirando o delicioso cheiro dos cabelos e o calor da nuca, sentindo a maciez e a suavidade do beijo, num misto de ternura e continuação do desejo que entre nós nunca acaba.

Sentia o suave pulsar do sexo e a humidade sensual, ainda com o seu gosto em minha boca e seu cheiro completamente confuso no meu. O toque das mãos, a sensação de sentir a sua pele na minha, de tê-la encostada em mim, era como sentir o toque subtil de uma seda macia. Indescritível a sensação de tudo isso nesse turbilhão de emoções que tenho por amá-la ou simplesmente por tê-la em minha vida.

Sinto tudo indefinidamente em detalhes ao fazê-la minha em minhas lembranças, emoções e sentimentos no amor surgido na loucura dos desejos, na pureza e no desvario da nossa imoralidade ingénua, descompensada agora pela necessidade da distância que o destino trouxe na medida incerta para os nossos sentimentos mais sinceros.

Guardo comigo essas lembranças na eternidade dos meus sentimentos como guardo a um tesouro de valor incalculável e jamais esquecido porque simplesmente não quero que seja. É que o amor, nos seus caprichos diversos, se for apenas guardado como um sentimento qualquer acaba perdendo a sua essência.

Não quero esquecer que a amo. Mesmo que para amá-la seja em minha solidão.

Fonte

por estrelaminha Publicado em contos

Correndo riscos

Há três meses que eu tentava evitá-la por um simples motivo: não acho ético envolver-me com uma leitora/fã dos meus textos, mas ela era muito insistente, além de bela.

Entre email’s, recados no orkut e até telefonemas, acabei por ceder, afinal, sou de carne e osso. A primeira vez que saímos fomos a um pub mexicano super interessante. Da segunda vez fomos jantar a um restaurante japonês. Ela era culta, inteligente, charmosa e agradável e estava solteira. Inacreditável. No terceiro encontro fomos para uma festa gay de um amigo meu. Quando ela desceu do edifício onde morava e entrou no meu carro fiquei perturbada. Naquela noite ela estava especialmente linda e assustei-me com tanta presença. Aliás, linda era pouco: era grande, em todos os sentidos. Tinha um abraço quente, forte, que me envolvia. E uma pele que exalava um cheiro tão particular que me entorpeceu de cara. Foi ali que eu soube que toda minha “ética” e limite iam por água abaixo.

Ali eu soube que queria dar para ela.

Sorrimos e seguimos para o nosso destino. Ela perguntou-me qual a música que eu mais curtia. Liguei o som do carro e mostrei “Bitch”, de Room Eleven. Distraída e comentando sobre a música nem percebi as suas segundas intenções, também transparentemente explícitas, tanto quanto as minhas.

Quando o semáforo ficou vermelho ela atirou-se em minha direcção e roubou-me um beijo, decidida e destemida. O beijo quente, suave e macio que eu correspondi de cara. Foi-se intensificando cada vez mais, envolvendo-me e penetrando-me de uma forma que sentia toda minha boca ser tragada por seu desejo e calor molhados da língua macia e ousada, que chupava a minha, que se esfregava na minha, que se espalhava na minha e na minha buscava prazer…

Abri cada vez mais a boca, da mesma forma que abria os poros e os pensamentos envoltos por um desejo infindável e quente da carne dela. Entrei na primeira rua que encontrei menos movimentada, travei as portas e desliguei o carro. Ela ali, na minha frente, sugando-me, os cabelos negros e compridos, os ombros largos e fortes, as pintas espalhadas pelo colo, a boca incrivelmente carnuda e deliciosa que se encaixava perfeitamente na minha, tomando ambas um banho de nossa saliva. A dança de nossas línguas e dos nossos corpos era suave e intensa, como deve ser, onde o desejo finge a guerra e a disputa: uma querendo dominar a outra. E entre tesão, suavidade e sorrisos fomos dançando a nossa dança fingida, liberada, consentida, cada vez mais ela em mim, que já abria minhas pernas para ela; cada vez mais as mãos dela percorrendo minha pele toda, cada canto com um toque mais intenso explodindo de desejo.

Eu sorria entre seus lábios e ela retribuía com a expressão ainda mais safada, de quem sabia dançar a música muito bem. Se jogou em cima do meu corpo com seu corpo inteiro, me arrastando para o banco de atrás, como se tivesse cronometrado cada passo, milimetricamente calculando o encaixe perfeito de nós duas. Calor, suor, cabelos misturados, sussuros, suspiros, gemidos, mordidinhas, lambidinhas, bocas que se permitiam, que se queriam, que se consumiam e se afogavam uma na outra enquanto os corpos se jogavam um contra o outro num ritual tântrico.

E assim cada vez mais colávamos uma na outra. Seus olhos não paravam de desafiar os meus numa fixação avassaladora de tanto desejo e apenas fechavam quando sincronizavam com os lábios semi-cerrados que encaixado em minha orelha gemia no meu ouvido…

Ela se despiu de seu vestido e rasgou minha roupa numa velocidade absurda, apertou as minhas coxas como quem quisesse apertar toda minha carne por dentro. E eu a ofereci: toda a minha carne molhada e trémula para ser devorada e degustada em suas mãos. Com a boca sufocada em minha nuca e pescoço, senti o seu corpo cobrindo o meu, emanando um calor de derreter satélites, e assim abri ainda mais minhas pernas, para que sua mão deslizasse por minhas coxas até ao meu sexo e sentisse o calor e a humidade que ela havia trazido a mim, que ela mesma provocou.

Seus cabelos caiam sobre meu rosto, seus peitos espremiam os meus, seu umbigo tocava o meu e o seu cheiro se confundia com o meu. Ela tocou o meu sexo delicadamente para sentir o quanto eu estava molhada. Gemi. Ela sorriu e escorregou os dedos brincando entre os pequenos e grandes lábios e parou mexendo no meu grelinho, friccionando-o, dominando cada gemido que eu soltasse para ela, de acordo com suas próprias vontades.

“Shhhhhh..”.

Olhou fundo nos meus olhos, a boca a menos de um centímetro da minha, como quem quisesse ver minha reacção, e enfiou o dedo maior inteiro dentro de mim.

“AaaAAaahhhh….shhhhhhhhhhhhh , que delícia!”

Depois colocou mais outro e agora me fodia com os dois dedos. Me fodia intensamente, rápido, cheia de fome de mim, enquanto eu gemia loucamente em seu ouvido e pedindo mais e mais. Sempre mais. Ela desceu até onde se encontravam seus dedos e pôs a boca na minha boceta inteira, alternando o movimento dos dedos que me fodiam com sua língua ágil e deliciosamente hábil enquanto eu me contorcia dentro do carro esquecendo do mundo do lado de fora e de que se tratava de uma leitora quase desconhecida para mim.

Inclinei o quadril para frente e joguei a cabeça para atrás, franzindo a testa de tesão e prazer. Senti o piercing de sua língua, gelado e lutando contra o fervor de sua boca no meu sexo. Ela me fodeu mais e mais e mais, com dois dedos e uma língua incrivelmente divina dentro de mim e contra o meu grelinho sensível àquela sensação terrivelmente deliciosa.

Depois me virou de costas, com autoridade sobre meu corpo e minhas vontades, e continuou a me chupar cada vez mais forte. Quando percebeu que eu estava prestes a gozar, disse que tinha uma surpresa dentro da bolsa e que eu deveria procurar.

Com um sorriso safado voltou-se para mim diante de minha surpresa:

“Você seria minha hoje de todo jeito, dona Anitta…”
Entreguei a “surpresinha” em suas mãos e voltei para o meu lugar tão impressionada quanto cheia de tesão em dar para aquela adorável maluquinha. Então ela finalmente vestiu a cinta e ordenou impecavelmente:

“-Vai, empina essa bundinha pra mim que eu vou te comer toda agora. Vou te comer como homem nenhum te comeu no mundo!”

Obedeci, louca para dar para ela, me entregar inteira ao movimento dos seus quadris, para frente e para trás, forte e devagar, rápido e de leve…de todas as formas eu só queria ser fodida por ela, como nunca tinha fodido com ninguém.

Me empinei pra ela ver bem o meu sexo molhado e gostoso na sua frente, sendo oferecida para o seu deleite. Ela agarrou a minha bunda, me apertou com força e me penetrou com tanta força e visceralmente que gemi alto e gostoso a cada penetrada.

Me entreguei completamente, rebolando no vibrador que ela conduzia dentro de mim, com a cara de safada, delirando de prazer, olhando para trás e vendo que ela virava os olhos de tanto prazer. Me fodia e me masturbava ao mesmo tempo. Aí me mandou ficar na posição papai-mamãe (ou mamãe-mamãe) e continuou me fodendo gostoso, olhando para minhas pernas abertas para ela, cheia de tesão, sendo possuída no banco de atrás do meu carro todo negro. Se esfregando em mim junto comigo, num só movimento, agarrou meus peitos com as duas mãos enquanto rebolava o sexo no eu e chupou os meus biquinhos duros de tesão.

Chupou, mordeu, lambeu…Depois deu seus peitos na minha boca. Delícia!

Retribuí da me
sma forma,chupando seus bicos duros e gostosos, engolindo todo seu peito com minha boca faminta …

Ela rebolava gostoso em cima de mim e eu pedi para que fizéssemos 69. Quando o sexo é gostoso assim, bom é gozar na mesma hora.

Dessa vez fiquei por cima, sentada no seu rosto, rebolando em sua boca, sentindo o seu piercing me “ferir”. Um objeto estranho que era muito bem-vindo e muito bem conduzido.

Depois de provocá-la o quanto quis, me virei e ficamos em 69. Senti o sexo molhado e quente,cheio de tesão rebolando em minha boca, dando-se para mim, empinado, quadris para cima, e continuei rebolando no seu rosto,agarrando a sua bunda, metendo meu dedo dentro dela, enquanto ela metia o dedo dentro de mim do mesmo jeito. Rebolando uma na outra, com as mãos cheias de sexo, bunda e desejo. O coração a mil, a respiração rápida e curta, embalada no suor dos nossos corpos que pingavam de prazer enquanto os nossos cabelos grudavam nos nossos corpos num emaranhado delicioso…

Duas mulheres quentes, molhadas e macias, tão grudadas uma na outra que chegavam a se confundir.

Os gemidos que ela soltava me enlouqueciam mais e mais e eu queria dissolver-me na boca dela e engolir o seu sexo ao mesmo tempo. Ela melava meu rosto do seu líquido e eu rebolava o eu sexo no seu rosto. Os tremidos aumentavam junto com os gemidos, eu estava pirando de tanta delícia e o medo de sermos pegas aumentava ainda mais o prazer. Senti um tremor que me tomou da cabeça aos pés e comuniquei que estava prestes a gozar:

“Goza comigo, linda, goza!”

Ela soltou outro gemido ainda maior como quem tivesse concordado e aumentou o ritmo do seu rebolado no meu rosto. Era uma dança linda e deliciosa e nessa dança tão íntima, suada, molhada, quente e macia, nós gozamos ao mesmo tempo, uma na boca da outra, num abraço que confundiu nossa identidade.

Conto retirado daqui

Encontro às Escuras

A conheci por acaso na Internet. Uma mulher interessante, culta, inteligente e música.Tinha dez anos a mais que eu, morava em outro estado. Ainda assim não conseguimos nos conter durante noites e mais noites de bate-papo pelo msn e skype, onde trocamos ideias,falamos sobre filmes, músicas,poesias e relacionamentos.

No início teve receio pela diferença de idade entre nós duas, me dizendo que quando eu estava nascendo ela já tinha sido alfabetizada. Eu sempre respondi com sorrisos e insistência.

Chegou o dia de ela ir tocar em outra cidade e eu recebi o convite para conhecê-la pessoalmente em tal ocasião. Uma música sensível e inteligente que me aguçava a curiosidade, me fez aquela proposta indecente e de ir passar três dias com ela em outro estado, durante sua temporada de apresentação no Teatro Municipal. Uma mulher tão linda e sensível quanto encantadora e galanteadora, que me causava frio na barriga e paixão irrefreável.

Num surto de loucura e sem pensar duas vezes, fiz minhas contas, arrumei minha mala e deixei todas as minhas coisas para trás. Inclusive uma namorada a quem eu amava. Foi difícil ser sincera e dizer que estava saindo de Brasília para conhecer alguém de São Paulo no Rio de Janeiro às escuras. Que estava apaixonada de uma hora para outra. A verdade sempre dói e machuca alguém. Mas antes verdade do que cobardia e egoísmo. Então eu voei até a cidade maravilhosa com o coração na mão e as mãos geladas.

Desembarquei e ela estava me esperando com o celular na mão. Liguei, nervosa, e disse com tom de brincadeira tentando disfarçar aquele nervosismo: “ oi, você não me deixou aqui sozinha no aeroporto de uma cidade que eu não conheço,não é? Se quiser me devolver, me avisa…”

Pude vê-la sorrindo de longe. Trocamos nossos primeiros olhares pessoalmente. Como ela era mais bonita pessoalmente! Ela era minha delicadeza em pessoa. Caminhei até o seu abraço e nos grudamos ali, na frente de todos, até à alma.

Nervosa,suando,corada, fiquei tagarelando e reclamando do calor todo o tempo até pegarmos um táxi até o hotel. Sim, o hotel estava reservado para nós duas.

Chegando ao hotel subimos até nosso apartamento, descarregamos nossas malas e nos sentamos na cama de casal. Nos olhamos com sorrisos nos olhos e no rosto.Sorrisos felizes e envergonhados, tímidos. Me deitei devagar na cama, como se a tivesse convidando para se dividir comigo. Ela foi se debruçando sobre meu corpo, com os olhos grudados nos meus, com vontade de me ter enfim. A meia luz do abajur ligado realçava suas curvas delicadas sob sua sombra em minha direcção. Meu coração acelerava, minhas mãos suavam e eu sentia borboletas voando dentro de meu estômago e peito. Essa mulher tinha um domínio sobre mim que nenhuma outra tivera antes em tão pouco tempo. E estávamos nos vendo pessoalmente pela primeira vez,mas eu já gostava dela.

Deitou o corpo sobre o meu corpo,quente,macio e cheiroso. Nossos corações batiam no mesmo compasso acelerado e a mágica daquele momento nos invadia a cada segundo a mais.

“Que bom que você veio…”, ela me disse com os olhos
“Que bom que você não quis me devolver…” , eu respondi em pensamento.

E,por mais loucura que aquilo pudesse conter, era uma loucura maravilhosa de ser vivida e sentida.E nem a distância ou a diferença de idade seria um espaço entre nós duas.

Não dissemos uma só palavra. Olhos nos olhos, sorrimos . Ela foi encostando os lábios em minha boca semi-aberta, pronta para se entregar, à medida em que ela me apertava com o peso do seu corpo em cima do meu, no mesmo calor e desejo.

O primeiro beijo delicioso, promessa de outros eternos. Ela tinha a boca tão rosada e macia que minha vontade era não mais sair daquele quarto, daquela posição.
Eu fui invadida por aquela mulher de tal forma que o mundo poderia acabar naquele instante que não me faria diferença: eu a queria mais do que a noite quer a lua cheia. Me sentia sensível e delicada nos seus braços.

Ali eu era sua e não me importava quanto tempo aquilo duraria.

Abri minhas pernas devagar para senti-la entre elas. Fomos nos apertando uma à outra cada vez mais intimamente e intensamente, enquanto nossas bocas não desgrudavam. Ela tirou a roupa devagar, como quem estivesse dançando suavemente e eu fiz o mesmo para ela. Ficamos nuas uma para a outra e voltamos a nos sentir assim naquele calor.

Quando seu íntimo me tocou, quente, macio e molhado, foi seu carinho que me naufragou suavemente. Abri minha boca para sentir sua alma e mais uma vez fui invadida da cabeça aos pés.

Devagar fui me dando, me afogando,deixando com que nossas línguas se confundissem tanto quanto um nó que não tinha mais para quê se desfazer.

Ela tirou as duas mãos do meu rosto e foi descendo, percorrendo meu corpo todo suado de desejo, até apertar minha cintura cheia de desejo de me possuir.

Revirei os olhos, joguei a cabeça para trás e ela trouxe a boca até meu pescoço, me mordiscando suavemente com a boca toda molhada de prazer. Senti sua mão descer até meu sexo molhado e vulnerável àquele fogo que me ardia de paixão. Abri mais as minhas pernas, me dando inteira para que ela me possuísse entrasse em mim.

E ela assim me possuiu: passou os dedos delicadamente no meu sexo quente e se lambuzou de mim. Fazia movimentos alternados em velocidade e força até que eu soltei um gemido em seu ouvido e ela me penetrou com seus dedos tão profundamente que pareceu querer resgatar de mim algo seu que estivesse perdido no meu mais íntimo.

Eu era dela, entregue,molhada,possuída,gemendo e suando. Ela era minha com seu corpo pesando sobre o meu, com sua boca no meu pescoço e boca, com seus dedos me fodendo deliciosamente: entravam e saiam de dentro de mim à medida que meus gemidos loucos ecoavam no quarto daquele hotel. Depois me acariciava e esfregava os dedos em meu nervo rígido, por ela.

Ofereci meus peitos à sua boca, ela os agarrou faminta e começou a chupá-los de uma forma alucinógena. Eu não dizer ao certo o que mágica tinha ali mas eu sei que ela pôs meus bicos contra sua língua e céu da boca e eu fui e voltei da lua um milhão de vezes.

Enquanto ela chupava meus peitos e metia seus dedos freneticamente em mim, eu me oferecia e me dava mais e mais, tremendo,suando,gemendo em seu corpo e em suas mãos.

“Vem, se roça em mim,linda. Eu quero teu sexo no meu”,pedi carinhosamente.

Senti o quanto ela estava molhada por me possuir e fiquei com ainda mais prazer naquela mulher. Abrimos nossas pernas e nos encaixamos uma na outra, nos esfregando deliciosamente, dançando aquele ritmo delicioso que só duas mulheres conseguem alcançar…
Ela estava com a boca novamente na minha enquanto nos ardíamos de tanto fogo e paixão, enquanto eu me dissolvia nela e ela em mim. E assim, num nó declarado, nos tocamos e dividimos nossas almas apaixonadas de forma tão cruel. Sim, era cruel porque ela me fazia sentir a mulher mais frágil do mundo ao seu lado e me tinha com a maior delicadeza,gentileza e sensibilidade que alguém pudesse ter. Era como se ela lidasse comigo como quem estivesse tocando a parte mais doce de sua própria essência.

Naquele momento os cabelos dela caíam por cima do meu rosto e me embriagavam do seu perfume maravilhoso, aquele que era somente dela, da pele, do cabelo. Tinha o peso sobre o meu
, a boca espremida na minha e esfregava o seu sexo no meu latejando de tanto prazer. Eu era a mulher mais amada do mundo e agradeci rebolando junto com ela e tremendo de amor até que,finalmente,gozamos juntas.

Conto tirado daqui

por estrelaminha Publicado em contos